GDPR: a nova lei cibernética que pode afetar todo o mundo

GDPR: a nova lei cibernética que pode afetar todo o mundo inclusive o Brasil.

 

A GDPR é uma nova lei europeia que entrará em vigor nos próximos dias. Ao reforçar as proteções de dados dos cidadãos da Europa, todas as empresas de pequeno, médio e grande porte terão que investir em cibersegurança. E não são apenas empresas locais: companhias de todo o mundo que têm negócios com a Europa precisarão se adequar. Ou seja, a mudança é global.

De acordo com a União Europeia, o Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia (RGPD ou GDPR) substitui a Diretiva de Proteção de Dados e serve “para harmonizar as leis de dados privados por toda a Europa, para proteger e empoderar a privacidade de todos os cidadãos, além de reorganizar a maneira como companhias lidam com dados privados”.

Entrando em vigor no dia 25 de maio de 2018, as empresas locais ou internacionais com negócios na Europa que não cumprirem as novas diretrizes poderão receber multas pesadas.

Por exemplo, uma das questões abordadas pela GDPR é o vazamento de dados de clientes. Só no Brasil, durante os últimos meses, vimos problemas do tipo em negócios como Netshoes, Buscapé, FMU, Movida etc. Agora, todas as empresas que se enquadrarem na GDPR serão obrigadas a informar, tanto o governo quanto a população, sobre o vazamento de dados e o que será feito — o que é ótimo: ter uma posição clara sobre o que aconteceu é benéfico para a empresa, diferente de esconder uma possível falha que pode ser corrigida.

Uma pesquisa realizada pela Commvault mostrou, em fevereiro de 2018, que apenas 12% das empresas pesquisadas estão prontas para serem regidas pela nova lei. Obviamente, essa porcentagem deve ter aumentado de lá para cá. Contudo, o cenário ainda é perigoso para a maioria das firmas.

O que é? Transparência e responsabilidade

É o que a GDPR cobra. Veja só: os dados privados são extremamente importantes — e, se você não acha, talvez seja a hora de pesquisar mais sobre o assunto. A importância é tal que a GDPR veio para ficar. Além disso, políticos de outros cantos do mundo já acenaram a necessidade de algo similar em seus próprios governos.

Então, vamos ver de maneira clara o que é a GDPR (vale notar que o regulamento possui mais de 300 páginas): uma legislação sobre como as empresas devem tratar os dados privados de clientes. E isso envolve ainda três pilares: transparência, gestão e governança.

 

O objetivo da GDPR é proteger todos os cidadãos da UE contra a violação de privacidade e dados num mundo cada vez mais voltado aos dados, muito diferente do momento em que a diretiva de 1995 foi estabelecida”, diz a União Europeia. “Embora os princípios-chave da privacidade de dados ainda se mantenham fiéis à diretiva anterior, muitas mudanças foram propostas para as políticas reguladoras”.

Ok, então vamos falar das multas: as companhias podem receber penalizações de até 4% sobre o valor do volume de negócios global anual ou 20 milhões de euros (R$ 81 milhões, em conversão direta). Esse valor será pago por empresas que não possuírem o consentimento suficiente de consumidores ao processo de dados ou ao pela violação dos conceitos principais da “Privacy by Design”.

 

Outras penalidades ficam nos 2% sobre o valor de negócios anual e serão aplicadas quando empresas não tiverem registros de dados em ordem, não notificarem sobre vazamentos ou não realizarem avaliação de impacto. E a GDPR serve tanto para companhias físicas quanto para empresas de nuvem.

Os três pilares da GDPR

O pessoal da CIPHER, empresa multinacional de cibersegurança, detalhou os três principais pontos do Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia. Acompanhe abaixo:

Em primeiro lugar, temos a governança de dados

  • Notificação de falhas: Qualquer falha relativa aos dados administrados por uma organização deve ser comunicada dentro de 72 horas a qualquer pessoa afetada e aos reguladores dos dados.
  • Privacidade no escopo: Com essa disposição, as empresas devem considerar a natureza da privacidade de dados no escopo de qualquer projeto.
  • Gerenciamento de fornecedores: Fornecedores terceiros também enfrentarão as regras GDPR. Toda instância que lide com os dados deve manter registros detalhados de qualquer atividade de processamento.

Em segundo, a gestão de dados, que diz respeito à forma como tratar das atividades de processamento

  • Exclusão de dados: A partir da GDPR, os europeus têm o direito de solicitar a exclusão de seus dados pessoais dos registros de uma determinada organização.
  • Processamento de dados: As organizações devem manter registros internos de todas as atividades de processamento de dados. As informações registradas precisarão incluir o nome e os detalhes da organização, os fins do processamento de dados, a descrição de categorias de indivíduos e dados pessoais, os destinatários, os detalhes das transferências de dados e os cronogramas de retenção de dados.
  • Transferências de dados: Sob a GDPR, as empresas serão proibidas de transferir dados para um país terceiro sem leis adequadas de proteção. A Comissão Europeia avalia os países com leis de proteção de dados “satisfatórias” e mantém uma lista de “países aprovados”.
  • Administrador de proteção de dados: Qualquer empresa que processa mais de 5 mil registros em um período de 12 meses precisa alocar um responsável pela gestão dos dados (DPO – Data Protection Officer). Um DPO pode atender a uma empresa ou um grupo de empresas e será responsável por monitorar a conformidade com as regras da GDPR e realizar avaliações de proteção de dados, bem como treinar pessoal em políticas globais.

O terceiro pilar é a transparência de dados

  • Consentimento: As organizações que processam dados pessoais devem comprovar que possuem autorização para usar aqueles dados. Qualquer pessoa tem o direito de suspender o seu consentimento a qualquer momento. Por isso, a empresa deve facilitar o processo.
  • Portabilidade de dados: Sob a GDPR, todo solicitante tem o direito obter uma cópia dos seus dados registrados por um provedor de serviços e mover, copiar ou transferir dados facilmente para um novo prestador sem obstáculos à usabilidade.
  • Políticas de privacidade: As empresas devem divulgar aos envolvidos informações caso seus dados sejam processados. Os direitos dos clientes devem ser facilmente interpretáveis e acessíveis.

E o Brasil?

O Brasil tem o Marco Civil e um par de leis que ajudam usuários no que toca a vazamentos de dados e abusos na internet. Vale notar que, por meio da Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor, a Oi foi multada em R$ 3,5 milhões pela Velox por violar direitos à privacidade em 2014.

Uma Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais deveria chegar ao Brasil em 2018. Contudo, com todo esse panorama político instável e focado em reformas e mais reformas, parece que a implementação será feita apenas no próximo ano.

“Uma lei geral de proteção de dados pessoais e a criação de uma autoridade de proteção de dados podem e devem ser capitalizadas politicamente. Talvez, assim, possamos virar a ‘chave’ do atraso regulatório do Brasil nessa agenda”, comentou Bruno Bioni, ao Jota.

Além de uma multa pesada, algo muito pior pode acontecer para a sua empresa: ter a imagem arranhada

Quem também comentou sobre o caso foi Alain Karioty, diretor regional da Netskope, ao Computer World: “O Brasil possui mais de 30 leis que, direta ou indiretamente, tratam do tema proteção de dados. Desde o Marco Civil da Internet e seu decreto regulamentador, que trazem regras rígidas e aplicáveis a todos os serviços de internet, com destaque para o Código de Defesa do Consumidor, Lei do Cadastro Positivo e a Lei do Sigilo Bancário. Nesse contexto, a adoção da GDPR trará um avanço significativo, embora também implique um maior investimento nos processos e tecnologias necessários para garantir a segurança desses dados, tanto aqueles que permanecem sob o perímetro de TI como aqueles que viajam através da nuvem”.

A dica final é a mesma tecla que batemos desde sempre: invista em cibersegurança. Dados pessoais são quase commodities atualmente, e você não quer perdê-los apenas porque deixou de contratar um pessoal qualificado. Além de uma multa pesada, algo muito pior pode acontecer para a sua empresa: ter a imagem arranhada.

Zuckerberg quebra o silêncio sobre escândalo de privacidade do Facebook

Zuckerberg quebra o silêncio sobre escândalo de privacidade do Facebook

Desde o último fim de semana, o Facebook está no centro de um escândalo de proporções inéditas. Uma empresa de marketing chamada Cambridge Analytica teve acesso indevido a dados de 50 milhões de usuários da rede social. O Facebook se pronunciou por meio de comunicados, mas seu líder, o CEO e fundador da empresa, Mark Zuckerberg, permaneceu em silêncio… até agora.

Em uma longa postagem no próprio Facebook, Zuckerberg comentou a polêmica e admitiu. “Nós cometemos erros, há mais o que podemos fazer e precisamos nos aprontar para fazê-lo”, escreveu o executivo. “Nós temos a responsabilidade de proteger os seus dados, e se não pudermos, então não merecemos te servir.”

Zuckerberg então narra a linha do tempo dos fatos sob o seu ponto de vista. Ele começa falando a respeito da “Plataforma”, um mecanismo criado para o Facebook em 2007 que permite que apps de terceiros tenham acesso aos dados do usuário e, em alguns casos, façam posts em seu nome, desde que com o devido consentimento.

Foi justamente essa plataforma que a Cambridge Analytica utilizou para roubar dados de 50 milhões de pessoas. Por meio de um app de teste de personalidade criado por um professor de psicologia chamado Aleksandr Kogan, a empresa teve acesso aos dados que, para o Facebook, estavam sendo coletados com objetivo acadêmico, mas que, na prática, estavam sendo usados em campanhas de marketing de políticos.

Em 2015, o Facebook descobriu o esquema por meio de uma reportagem do jornal britânico The Guardian. A rede social pediu que a Cambridge Analytica apagasse os dados coletados indevidamente. Mas o que se descobriu no começo desta semana é que os dados nunca foram apagados e que o Facebook sequer cobrou a empresa para saber se eles haviam sido mesmo apagados ou não.

Zuckerberg admite que foi isso o que aconteceu. “O que houve foi uma quebra de confiança entre Kogan, Cambridge Analytica e o Facebook. Mas também foi uma quebra de confiança entre o Facebook e as pessoas que compartilham dados conosco e esperam que nós os protejamos. Nós precisamos consertar isso”, afirmou o executivo.

Em seguida, Zuckerberg diz o que o Facebook pretende fazer a partir de agora. Além de ter expulsado a Cambridge Analytica da sua plataforma e mudado os limites de acesso de apps a dados pessoais de usuários, a rede social ainda vai “investigar todos os aplicativos que tiveram acesso a grandes quantidades de informações antes de termos mudado nossa plataforma”.

Além disso, Zuckerberg se compromete a “fazer uma auditoria completa de qualquer app com atividade suspeita”; “banir qualquer desenvolvedor da nossa plataforma que não concorde com uma auditoria completa”; e, se encontrar mais casos como o da Cambridge Analytica, o Facebook vai “baní-los e avisar a todas as pessoas que foram afetadas por esses apps”.

Em segundo lugar, o CEO diz que vai limitar ainda mais o volume de dados a que esses apps de terceiros podem ter acesso. “Por exemplo, vamos remover o acesso dos desenvolvedores aos seus dados se você não usa o app deles há três meses”, diz Zuckerberg. Ele afirma ainda que o Facebook vai exigir que os desenvolvedores assinem um contrato garantindo a proteção dos dados dos usuários.

O CEO diz ainda que vai limitar o número de informações a que esses apps de terceiros podem ter acesso. Agora, testes de personalidade como o que foi usado pela Cambridge Analytica só poderão acessar seu nome, foto de perfil e e-mail. Por fim, Zuckerberg promete colocar uma nova ferramenta no topo do feed de notícias para ajudar usuários a identificar apps ligados à sua conta e a apagar os que não quiser manter ativados.

“Eu comecei o Facebook, e, no fim das contas, eu sou responsável pelo que acontece na nossa plataforma”, conclui o executivo. “Nós vamos aprender com esta experiência a garantir ainda mais a segurança da nossa plataforma e a fazer nossa comunidade mais segura para todos de agora em diante.”

 

Olhar Digital

 

PF prende hackers suspeitos de desviar R$10 milhões de contas e lavar dinheiro até com moedas virtuais

PF prende hackers suspeitos de desviar R$10 milhões de contas e lavar dinheiro até com moedas virtuais

Grupo agia no Tocantins e em mais três estados. Investigações apontam que grupo mantinha alto padrão de vida e usava empresas de fachada para movimentar valores desviados.

eis pessoas foram presas e duas são consideradas foragidas numa operação feita pela Polícia Federal nesta quarta-feira (21) para combater crimes virtuais. A quadrilha de hackers teria desviado R$ 10 milhões e feito lavagem de dinheiro usando empresas de fachada e moedas virtuais. Segundo as investigações, o grupo usava programas para acessar os computadores das vítimas com o objetivo de fazer diversas transações bancárias.

Um dos alvos foi capturado na quadra 507 Sul, em Palmas. Ele é William Marciel Silva, suspeito de chefiar uma quadrilha de hackers que atua no Brasil e que mantinha conexões com criminosos cibernéticos do leste europeu. O G1 busca posicionamento da defesa de Silva.

A operação é realizada no Tocantins e em outros três estados: Pernambuco, São Paulo e Goiás. Mais de 100 policiais federais estão nas ruas e cumprem 43 mandados nos quatro estados, sendo sete de prisões preventivas, um de prisão temporária, 11 de intimações e 24 de busca e apreensão.

Conforme a PF, a quadrilha realizava pagamentos, transferências e compras pela internet, burlando os mecanismos de segurança dos bancos, e gerando prejuízos de R$ 10 milhões só nos últimos nove meses.

Polícia Federal realiza operçação contra hackers no Tocantins (Foto: Cassiano Rolim/TV Anhanguera)Polícia Federal realiza operçação contra hackers no Tocantins (Foto: Cassiano Rolim/TV Anhanguera)

Polícia Federal realiza operçação contra hackers no Tocantins (Foto: Cassiano Rolim/TV Anhanguera)

Os membros da organização, segundo a polícia, têm alto padrão de vida e se utilizam de diversas empresas de fachada para movimentar e ocultar os valores desviados, investindo grande parte em moedas virtuais como a bitcoin, para fazer lavagem de dinheiro.

A Justiça determinou a indisponibilidade de bens e o bloqueio das contas bancárias dos investigados e também de moedas virtuais.

Conforme a PF, estão sendo intimadas pessoas com participação nas fraudes, inclusive empresários que teriam procurado criminosos para obter vantagem competitiva no mercado e receber descontos de cerca de 50% para quitar impostos, pagar contas e fazer contas, através de pagamentos feitos pela quadrilha.

Veja mais notícias da região no G1 Tocantins.

Mulher morre após ser atropelada por carro autônomo da Uber

Mulher morre após ser atropelada por carro autônomo da Uber

Uma mulher morreu após ser atingida por um carro autônomo da Uber nos Estados Unidos. O acidente fez a empresa interromper os testes com seus veículos autônomos.

Na cidade de Tempe, no estado do Arizona, nos Estados Unidos, a mulher que atravessava a rua foi atingida por um veículo da Uber que fazia testes pela região. Ela foi levada a um hospital da região mas não resistiu aos ferimentos, segundo o New York Times.

O veículo estava no modo autônomo no momento do acidente, de acordo com a polícia de Tempe, e um operador estava atrás do volante. As autoridades locais também dizem que a vítima atravessava a rua fora da faixa de pedestres.

É o primeiro caso registrado de acidente fatal envolvendo um carro autônomo. A Uber diz que está colaborando com as autoridades, e também confirmou que os testes foram suspensos não apenas em Tempe, mas também nas outras cidades em que eles estavam sendo realizados.

olhardigital.com.br

Internet das Coisas já é usada como prova em julgamentos nos EUA

Internet das Coisas já é usada como prova em julgamentos nos EUA

 

Na era da Internet das Coisas, definida como a conectividade de dispositivos à internet e a outros dispositivos, há uma infinidade de “coisas” que interagem com você e obedecem a seus comandos de voz. Mas, ao mesmo tempo, coletam dados que podem ser usados contra você — ou a seu favor — em uma ação criminal. Ou em um processo civil.

Dispositivos inteligentes estão se tornando uma nova espécie de prova e “testemunho”.

Imagine um advogado falando a seu cliente: “Há uma má notícia. Surgiu uma nova testemunha contra você: sua geladeira. Dados coletados por investigadores na geladeira mostraram que você estava em casa na hora do crime”.

Esse diálogo não seria fruto de uma previsão futurística. É um exemplo de atualidade. Durante a ABA Techshow deste ano, a advogada Antigone Peyton, presidente do departamento de propriedade intelectual e tecnologia da banca Protorae Law, e o advogado Bob Ambrogi, blogueiro de tecnologia jurídica do LawSites, deram exemplos de casos da vida real em que a Internet das Coisas exerceu uma influência no julgamento, segundo o Jornal da ABA.

Num dos exemplos, Ambrogi descreveu um caso recente de homicídio em Wisconsin. A vítima era Nicole VanderHeyden, e seu namorado foi, desde o começo, o principal suspeito. Entretanto, ao coletar dados de seu Fitbit, uma “pulseira inteligente” que obtém diversos dados do usuário, os investigadores afastaram as suspeitas contra ele.

Durante as investigações, George Burch se tornou o novo suspeito. Os investigadores retiraram dados de seu Google Dashboard, que o colocaram no local da morte de Nicole, na hora do crime. Eles também acessaram seu histórico de pesquisas na internet, que mostraram que ele havia lido notícias sobre a morte de Nicole 64 vezes.

Por último, Nicole tinha um Snapshot, uma ferramenta de sua empresa de seguros que rastreia os movimentos do carro para dar descontos a bons motoristas. Com essa informação, os investigadores tinham dados sobre os movimentos do carro e outras informações que ajudaram a esclarecer o caso.

Tudo isso levou à condenação de Burch na semana passada. Ambrogi observou que, nesse caso, os dados obtidos foram “corroborativos”, em vez de probatórios. Antigone Peyton acrescentou que essa tecnologia ajuda a contar a história do crime.

Outros casos foram contados. Entre eles, um caso em que o Alexa, um assistente pessoal inteligente que se conecta a dispositivos por comando de voz, “entreouviu um assassinato em Arkansas”. No Canadá, dados do Fitbit serviram para comprovar se a mobilidade e a qualidade de vida do autor de uma ação indenizatória foram impactadas negativamente por um acidente de carro.

Em um caso de processo civil, em 2017, a fabricante do We-Vibe teve de pagar uma indenização de US$ 3,75 milhões a autoras de uma ação coletiva. O We-Vibe é um “brinquedo sexual” inteligente, que excita ao mesmo tempo o clitóris e o ponto G, sem impedir a penetração do pênis. Mas o dispositivo também coleta dados das usuárias através de um aplicativo de smartphone, sem um claro consentimento das pessoas.

No mês passado, outra ação coletiva foi movida contra a Lovense, uma divisão da Hytto Ltd., sediada em Hong Kong, também acusada de violações à privacidade das pessoas através de um brinquedo sexual habilitado por Bluetooth, chamado Lush.

Os dispositivos inteligentes, conectados à internet e a outros dispositivos, estão se tornando, progressivamente, uma nova espécie de provas e “testemunhos” que chegam aos fóruns criminais e civis todos os dias. Em 2017, existiam 8,4 bilhões de dispositivos da Internet das Coisas no mundo, segundo a firma de pesquisa Gartner. Em 2020, serão pelo menos 20,4 bilhões.

A maioria dos consumidores não se dá conta de que seus dados são coletados pelos dispositivos que incluem assistentes digitais, carros, monitores de bebês, geladeiras, sistema de iluminação, portas de garagem e brinquedos sexuais, entre tantas outras coisas. Em outras palavras, qualquer dispositivo inteligente é também um espião.

Os escritórios de advocacia também têm de se preocupar com seus sistemas “maravilhosos”, que ajudam a melhorar o fluxo de trabalho, entre outras coisas. Eles podem, por exemplo, comprometer a confidencialidade advogado-cliente, por coletar dados e torná-los disponíveis a investigações. “Não é o caso de nos tornarmos homens da caverna, rejeitando a tecnologia. Mas precisamos ser consumidores bem informados”

 

Conjur.com.br

 

Golpe no WhatsApp atinge 300 mil pessoas com falso cupom para ovos de Páscoa

Golpe no WhatsApp atinge 300 mil pessoas com falso cupom para ovos de Páscoa

omo acontece com todos os grandes eventos brasileiros, a Páscoa já virou uma isca para o cibercrime. Desta vez, o alto preço dos ovos de chocolate que são parte fundamental da comemoração tem incentivado usuários do WhatsApp a clicar em uma falsa promoção que promete cupons de até R$ 800.

Segundo a empresa de segurança digital PSafe, o número de brasileiros atingidos pelo golpe impressiona. A empresa identificou em 24 horas, apenas entre os usuários de seu aplicativo de antivírus chamado DFNDR, 300 mil casos de acesso ao site da falsa promoção, que foram barrados pelo app.

Obviamente não existe cupom de desconto. Primeiro, a vítima é orientada a compartilhar o link para para vários amigos e grupos, garantindo que a página alcançará muitas pessoas. Além disso, ela é apresentada a uma série de perguntas simples sobre a Páscoa que servem como uma forma de convencê-la de que se trata de uma promoção real. É depois de apresentar essas questões que a parte maliciosa do golpe se desenvolve.

Se a vítima vai até o fim do questionário e tenta resgatar o voucher, o usuário autoriza o recebimento de notificações por meio do navegador, o que é um canal a mais para o cibercriminoso alcançar o usuário outras vezes, abrindo a porta para outras fraudes.

O objetivo final do golpe é, como sempre, lucrar em cima do usuário que não tem a malícia para perceber um golpe desse tipo. Entre as formas de monetizar um ataque como esses estão o cadastro do número de telefone em serviços de SMS pagos sem autorização, roubo de dados pessoais para revenda, ou até mesmo usar o cartão de crédito da vítima em benefício próprio.

 

Donald Trump proíbe Broadcom de comprar a Qualcomm

Donald Trump proíbe Broadcom de comprar a Qualcomm

 

Há alguns meses se discute a possibilidade de Broadcom e Qualcomm, duas das maiores fabricantes de chips do mundo, anunciarem a maior fusão da história da tecnologia. Essa possibilidade finalmente foi por água abaixo nesta segunda-feira, 12, por meio de um decreto de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.

O texto que justifica a decisão apresenta questões de segurança nacional para o impedimento do negócio. A Broadcom é uma empresa de Cingapura, que tomaria o controle da Qualcomm, uma companhia americana com sede na Califórnia. Segundo o comunicado, “existem evidências sóilidas” de que a Broadcom “pode realizar ações que ameace a segurança nacional dos Estados Unidos”.

A negociação está ocorrendo há alguns meses, sempre com respostas negativas da Qualcomm, que exige mais dinheiro pela transação. A oferta mais recente apresentada pela Broadcom envolvia US$ 146 bilhões; desse total, US$ 121 bilhões seriam para tomar o controle da Qualcomm e US$ 25 bilhões são referentes a uma dívida que seria assumida pela asiática.

Diante das respostas negativas da Qualcomm, a Broadcom tentou outras formas de fazer o negócio sair do papel. Isso inclui até mesmo a aquisição hostil, levando o tema aos acionistas para tentar substituir os membros do conselho da Qualcomm por pessoas favoráveis ao negócio. O comunicado de Donald Trump veta qualquer tipo de fusão entre as duas empresas, e os membros do conselho apontados pela Broadcom deverão ser desqualificados.

Segundo a Bloomberg, a Broadcom tinha planos de mudar sua sede para os Estados Unidos, em um processo que deveria ser concluído até o dia 3 de abril. Isso também não afeta a decisão de Trump, que determina as duas empresas “deverão abandonar permanentemente a proposta de aquisição”, a menos que queiram levar o caso aos tribunais.

 

olhardigital

Forbes usa inteligência artificial para mostrar a “cara” da corrupção no Brasil

Forbes usa inteligência artificial para mostrar a “cara” da corrupção no Brasil

Dados mencionados por profissionais que trabalham na Operação Lava Jato e publicados na imprensa informam que os recursos perdidos em esquemas de corrupção no País somam em torno de R$ 200 bilhões (US$ 61 bilhões) por ano. Se todo esse dinheiro fosse para as mãos de uma única pessoa, ela seria dona da quinta maior fortuna do mundo, de acordo com a Lista dos Bilionários Forbes de 2017. O personagem criado pela corrupção, portanto, estaria à frente de nomes como Mark Zuckerberg e Carlos Slim.

Quem poderia ser então esse “bilionário” brasileiro? Quais suas características físicas? O que ele pensa, quais seus hábitos de consumo? Quais são os segmentos da economia nos quais atua? Qual a sua opinião sobre operações que investigam corruptos no país? Com o objetivo de chamar a atenção de todos os brasileiros para o problema e ajudar a combater a corrupção, a revista Forbes Brasil, a agência Ogilvy e a empresa de tecnologia Nexo criaram, por meio de uma ferramenta de inteligência artificial, o que seria a “cara” da corrupção brasileira. Além do rosto, com todos os traços físicos, o projeto de “machine learning” conseguiu ir além e apontar características de personalidade desse homem, chamado de Sr. Ric Brasil – anagrama de Rica Corrupção do Brasil.

Confira o Vídeo:

 

O trabalho da campanha chamada “Ric Brasil” ainda está em andamento, com os últimos ajustes da ferramenta, e a imprensa será capaz de entrevistá-lo até o final deste mês e saber todos os detalhes sobre o homem mais “poderoso” do país. O projeto para se chegar ao Sr. Rico Brasil começou há mais de oito meses com uma ampla pesquisa baseada principalmente em entrevistas e depoimentos de alguns dos principais condenados nas operações Mensalão e Lava Jato.

“A Forbes quer se posicionar contra a corrupção, então além de chamar a atenção dos brasileiros para o tamanho do problema em nosso país, pensamos nessa campanha também como uma forma de valorizar o empresário sério”, diz Antonio Camarotti, CEO da revista Forbes Brasil.  Desde 2017, na edição dos Bilionários Brasileiros os nomes que tiveram suas fortunas listadas e que se encontravam sob algum tipo de investigação de crimes ligados a corrupção, formação de quadrilha, evasão de divisas e outros crimes de lesa-pátria tiveram uma anotação indicando sob qual investigação estavam sujeitos.

A próxima revista Forbes Brasil com a Lista dos Bilionários conta com uma ação especial, também criada pela Ogilvy, para divulgar a campanha. A publicação chega às bancas a partir de 16 de abril.

“A principal ideia da campanha Ric Brasil é destacar o tamanho da corrupção no País. A lista da Forbes é a principal ferramenta para entendermos a riqueza de cada bilionário. Portanto mostrar que a corrupção no Brasil pode gerar uma fortuna desse tamanho é o melhor jeito de a revista usar informação para combater o problema”, comenta Claudio Lima, VP nacional de criação da Ogilvy Brasil.

adnews.com

 

Bombas nucleares: o jeito mais fácil de tornar Marte habitável

Bombas nucleares: o jeito mais fácil de tornar Marte habitável

 

A descoberta de água em Marte é recente, mas não foi necessária nem uma semana para começarmos a falar em agredir o planeta. A ideia de Elon Musk, fundador da empresa de viagens espaciais SpaceX e também conhecido como ‘o Tony Stark do Vale do Silício’ por ser um bilionário disposto a investir em projetos mirabolantes, é tornar Marte habitável fazendo uso de bombas nucleares.

A declaração foi dada no programa de TV americano “The Late Show”, com o apresentador Steven Colbert. Na ocasião, ele explicou que as bombas seriam o modo mais rápido de causar uma mudança climática que pudesse fazer o planeta vermelho se aproximar do clima que conhecemos na Terra.

 

Claro que a ideia de bombardear o planeta não pegou muito bem, mas ele tratou de se explicar em evento nesta sexta-feira, 2. Ele não quer explodir a superfície de Marte; ele apenas quer bombardear os céus dos polos marcianos regularmente com um intervalo de alguns segundos entre uma explosão e outra.

 

Segundo ele, a prática criaria dois pequenos sóis pulsantes sobre estas regiões. “As bombas ficariam sobre o planeta, não no planeta. Muitas pessoas não lembram que o nosso sol é uma grande fusão nuclear”, ele explicou.

Com este dois “sóis” nos polos marcianos, Musk diz que o planeta ficaria mais quente, transformando o dióxido de carbono congelado em gás. O CO2 é um gás estufa capaz de prender o calor na atmosfera, e, em tese, permitiria que Marte tivesse um clima mais próximo do terrestre, não tão gelado como hoje.

Elon Musk é obcecado com a ideia da colonização de Marte e sua empresa está perto de anunciar planos de alcançar o planeta vermelho em breve. Mas e quanto a esquentar o planeta? Ao ser questionado se seria realmente possível colocar em prática seu plano, ele nem pestanejou e respondou: “sim, absolutamente, sem problemas”.

 

OlharDIgital.com.br

Twitter começa a caçar golpistas que enganam pessoas para ganhar criptomoedas

Twitter começa a caçar golpistas que enganam pessoas para ganhar criptomoedas

O Twitter quer combater a disseminação de golpes envolvendo criptomoedas dentro da sua plataforma. Nos últimos tempos, golpistas começaram a criar contas falsas de nomes conhecidos para enganar pessoas e conseguir uma pequena quantia de moedas virtuais como Ethereum e Bitcoin.

Um caso recente envolve o criador da Ethereum, Vitalik Buterin. Um usuário clonou a conta dele com um nome levemente diferente – Buterin é @VitalikButter, enquanto o golpista é @VitalikButerjm – e passou a responder mensagens de Buterin pedindo para seus seguidores enviarem pequenas quantias de Ethereum para a sua conta, prometendo enviar um valor 10 vezes superior em retorno.

Outros golpistas usaram nomes como Elon Musk e John McAfee com o mesmo fim. Usuários desavisados do Twitter poderiam cair no golpe sem notar a diferença no nome de usuário e a ausência do selo de verificação de conta.

Ao The Verge, o Twitter confirmou que está caçando essas contas falsas para tirá-las do ar. “Estamos cientes dessa forma de manipulação e estamos implementando proativamente uma série de sinais para prevenir que esse tipo de conta interaja com outras de maneira prejudicial”, disse um representante do serviço.

Ainda não está claro como exatamente isso vai ser feito. Até o momento, uma conta falsa vinculada a Elon Musk já foi tirada do ar, enquanto o falso criador do Ethereum segue com suas mensagens que visam enganar pessoas interessadas na moeda virtual.

 

olhardigital.com.br