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Técnicos conseguem invadir urna eletrônica durante teste; TSE diz que falhas serão corrigidas

Técnicos conseguem invadir urna eletrônica durante teste; TSE diz que falhas serão corrigidas

Especialistas em informática participaram nesta sexta-feira (01/12) de teste público de segurança das urnas eletrônicas a serem usadas na eleição de 2018 e conseguiram decifrar arquivos internos do equipamento.

Segundo o coordenador de sistemas eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), José de Melo Cruz, é “possível” que os técnicos tenham conseguido identificar como foi o último voto registrado numa urna. A informação foi passada pela manhã, quando os testes ainda estavam sendo feitos. Os resultados só devem ser divulgados no dia 12 de dezembro.

Urna eletrônica (Foto: Carlos Santos/G1) Urna eletrônica (Foto: Carlos Santos/G1)

Urna eletrônica (Foto: Carlos Santos/G1)

“Eles não tiveram acesso a dados do eleitor, tiveram acesso ao ‘log’, que é aquele sistema que vai monitorando a urna e escrevendo tudo que acontece na urna eletrônica, como a caixa preta de um avião, que vai registrando todos os dados do voo. E conseguiram acesso ao RDV, que é o registro digital do voto, mas não de alterar o RDV, mas sim de observá-lo”, disse José de Melo Cruz.

“Eles conseguiram essa penetração, mas não tiveram acesso à ordem de votação e todos os votos dados naquela urna. Não conseguiram identificar os votos de todos os presentes. É possível do último voto”, completou depois, quando questionado por jornalistas.

Testes similares já foram feitos em anos anteriores. Em 2016, o TSE testou as urnas antes das eleições municipais.

Falhas corrigidas

Melo disse que as falhas – decorrentes de uma atualização no sistema realizada recentemente – serão corrigidas. O presidente do TSE, Gilmar Mendes, enalteceu o teste, como forma de colaboração de técnicos com a segurança da urna.

Depois, em entrevista, o ministro confirmou que no ano que vem cerca de 30 mil das 500 mil urnas terá o voto impresso, como determinado em lei pelo Congresso para possibilitar eventual necessidade de conferência. “Não será possível ter de forma geral, já informamos ao Parlamento. Não temos condições nem recursos para isso”, disse o ministro.

Robôs e ‘trolls’, as armas que Governos usam para envenenar a política nas redes

Pelo menos 30 países sofrem a manipulação do debate público por meio de perfis falsos nas redes sociais

Durante dias ele monopolizou a atenção no Reino Unido e no resto da Europa. Um texano seguidor de Trump usava uma foto de um atentado em Londres para difundir ódio racista a partir da sua conta no Twitter, a @SouthLoneStar. Recebeu o apoio de milhares de retuítes, mas também centenas de milhares de postagens que reprovavam sua islamofobia, e foi tema de numerosas notícias na grande imprensa repercutindo o que havia saído na rede devido a esse comentário. Alcançou, em dois anos, mais de 50.000 seguidores interessados em seus tuítes contra Clinton, contra os muçulmanos e a favor do Brexit.

Outra conta norte-americana, a @TEN_GOP, angariou 130.000 seguidores graças a suas diatribes pró-Trump, ultracristãs, militaristas e contrárias à grande imprensa e aos antifascistas. Suas palavras foram compartilhadas por figuras da direita midiática dos EUA e chegaram à esfera mais próxima do presidente Trump: seu filho Donald, seu assessor de Segurança Nacional, sua chefa de campanha… todos o retuitaram. Diversos jornais, como The Washington Post e Los Angeles Times, citaram seus tuítes como exemplo do pensamento conservador.

Mas @SouthLoneStar não era texano. E @TEN_GOP nunca havia estado nos EUA. Eram duas entre milhões de contas fraudulentas comandas a partir da Rússia, na mais famosa fazenda de trolls do planeta: a Internet Research Agency (IRA). Uma entidade respaldada pelo Kremlin que se dedica a desinformar e intoxicar em escala global. Seu método: pastorear as redes sociais. Seu feito: manipular o debate público.

Mas não são só os russos. Em pelo menos 30 países os governos empregam “exércitos de formadores de opinião” para difundir suas ideias, impulsionar suas agendas e rebater as críticas nas redes sociais, segundo um relatório publicado na semana passada pela instituição Freedom House. Em alguns casos, são exércitos reais, como os dois milhões de comentaristas que a China contratou para inundar notícias, redes e fóruns. Dos 65 países analisados (entre eles o Brasil), em pelo menos 20 foi identificado o uso coordenado de redes de robôs (contas automatizadas) para influenciar o discurso político. Além disso, foi possível documentar exemplos proeminentes de notícias falsas sobre eleições ou referendos em pelo menos 16 nações.

“Os Governos estão atualmente usando as redes sociais para reprimir a dissidência e promover uma agenda antidemocrática”, denunciou Sanja Kelly, diretora do projeto, na apresentação do relatório. Kelly relatou que esse tipo de manipulação é mais difícil de detectar e de combater que outros tipos de censura, como o bloqueio de sites. Diante da desativação de uma página web, sempre é possível procurar um plano B, ao passo que semear a confusão é mais eficiente.

 

Os robôs também falam espanhol: um dos primeiros a usá-los maciçamente foi o presidente mexicano Enrique Peña Nieto, antes de chegar ao poder, com os populares Peñabots. Depois foi a vez da oposição venezuelana, pioneira em seu país no uso dessas ferramentas, mas à qual já se somou com força o governo de Nicolás Maduro. E, embora o relatório não a inclua, é um problema que também afeta a Espanha, e muito. Um coletivo de pesquisadores chamado @BotsPoliticosNo realizou minuciosas análises que revelaram redes de robôs fraudulentos e perfis falsos em torno de todos os partidos políticos durante 2015 e 2016, especialmente o conservador Partido Popular, além de coletivos catalães contrários à independência. E, no sumário da Operação Púnica, uma grande investigação por corrupção na política, consta que Esperanza Aguirre, ex-presidenta da Comunidade de Madri, do PP, contratou uma rede de 45.000 perfis falsos no Twitter, conforme publicou o site Eldiario.es, e também Florentino Pérez, presidente do Real Madrid. Mas aqueles movimentos eram toscos, basicamente milhares de perfis replicando mensagens para conseguir uma aparência de popularidade, difamar o adversário e talvez emplacar algum Trending Topic (os temas mais comentados no Twitter).

“Agora tem mais força, mais repercussão, foi se sofisticando até ficar tão sutil que se torna horripilante”, afirma Mariluz Congosto, pesquisadora da Universidade Carlos III, de Madri, em referência ao grande desenvolvimento recente dessas artimanhas. “Muitos são híbridos: geralmente são robôs automatizados, mas às vezes escrevem tuítes mais trabalhados, como se uma pessoa assumisse as rédeas”, explica Congosto em referência aos chamados ciborgues, conta robôs nas quais também há publicações humanas, para dar credibilidade, dirigir campanhas e fortalecer seus interesses, e que são atualmente o material mais eficaz nas redes de intoxicação.

Houve um tempo em que o essencial era encher auditórios e comícios com ônibus e sanduíches. Hoje, quando a audiência se digitaliza, é natural que sua gestão se automatize. São baratos, fáceis de criar, colhem dados, podem servir a diversos clientes ao mesmo tempo, servem para intimidar, para deslegitimar, desmobilizar, gerar ruído, fingir popularidade, silenciar o inimigo… Estas redes trabalham com o rebanho digital em três níveis: os pastores, que são contas muito influentes que ditam o tom do diálogo; os cães pastores, que amplificam a mensagem e atacam os rivais; e finalmente milhares de contas automatizadas que, como ovelhas, movem-se balindo para onde lhes mandarem, gerando uma falsa sensação de maioria social.

Esses rebanhos não convencem ninguém, mas não é isso que pretendem. Foi o que explicou Adrian Chen, um dos jornalistas que revelaram a existência da IRA, na The New Yorker. “O verdadeiro efeito”, escreve, “não era lavar o cérebro dos leitores, e sim atingir as redes sociais com uma avalanche de conteúdo falso, semeando dúvidas e paranoia e destruindo a possibilidade de usar a internet como um espaço democrático”. Se os opositores querem visibilizar suas críticas ao Governo, este amplia a rede com outros temas que sejam tendência, de virais tontos até meias verdades sobre suas políticas.

Quem controlava a @SouthLoneStar não pretendia convencer, e sim polarizar o diálogo em torno do racismo, do ódio e da xenofobia. E conseguiu. Mais de 80 notícias da mídia britânica incluíram tuítes da pequena amostra de 2.700 usuários derrubados pelo Twitter por serem da IRA, segundo o The Guardian. Geralmente eram mencionados para criticá-los ou mostrar o rechaço de outros usuários, mas acabavam obtendo uma imerecida atenção que permitia influenciar a agenda.

“Os usuários tendem a propagar informação de baixa qualidade, como as notícias falsas, porque estão inundados por elas e têm uma capacidade de atenção limitada”, afirma Filippo Menczer, pesquisador da Universidade de Indiana (EUA). Menczer é um pioneiro na caça e captura de robôs malignos porque acredita que eles são um problema para a democracia, que se baseia em um eleitorado informado: “Os robôs sociais são eficazes em induzir as pessoas a acreditarem e compartilharem alegações falsas, manipulando a informação a que estão expostos”. Isto se obtém, explica, criando a falsa impressão de que muitas pessoas compartilham uma opinião, ou pondo em xeque os vieses cognitivos e sociais das pessoas. “Se você consegue desinformar e enganar os eleitores, está obstruindo sua capacidade de votar com base em opiniões bem informadas”, denuncia.

O modelo econômico

O modelo de negócio dos meios e plataformas que vivem da atenção favorece a difusão de veneno. O spam político vira clickbait mediático. Os jornalistas vivem pendentes do Twitter e sentem a necessidade de refletir em seus veículos os temas supostamente candentes, além de necessitar que o público clique em suas notícias. As plataformas vivem do tempo que os usuários passam nelas, graças a conteúdos que sejam espalhados e gerem envolvimento. Além disso, aparecem novos atores, títulos digitais sem jornalistas, criados exclusivamente para viralizar notícias inventadas, meias verdades e informação extremista, porque esses materiais são consumidos com avidez e geram suculentos lucros publicitários, sem a necessidade de gastar em salários. Pouquíssima gente lê a notícia antes de compartilhá-la; muitas vezes, difunde apenas a captura do título.

Em Michigan, um dos Estados decisivos nas eleições que consagraram Trump, o produto da “mídia lixo” teve mais sucesso nas redes sociais que as notícias da imprensa profissional, segundo um estudo da Universidade de Oxford sobre a campanha. “Os robôs difundem notícias falsas, espalham hashtags que tornam inúteis as conversas políticas nas redes sociais e fabricam um consenso manipulando métricas”, afirma uma das autoras desse trabalho, Lisa-Maria Neudert. E acrescenta: “Não só manipulam os usuários, mas também algoritmos das redes sociais, mostrando propaganda nas tendências e na parte superior do feed de notícias”. “Os robôs são ativados em momentos de maior interesse político: eleições, referendos, crise”, explica essa especialista em perfis robóticos de Oxford. “Mas o mais importante é que procuram influenciar na vida política cotidiana, semeando confusão, descontentamento e ceticismo”, resume.

Além disso, as redes sociais são obrigadas por seus acionistas a crescerem sempre: o chefe de segurança do Twitter advertiu em 2015 sobre a presença de numerosas contas fraudulentas criadas por russos, mas elas não foram apagadas porque isso prejudicaria o crescimento da companhia, segundo a Bloomberg. O Twitter reconhece agora que detecta 3,3 milhões de contas suspeitas a cada semana, e desde meados deste ano se comprometeu a enfrentar o problema. “Não é tão fácil detectá-los quando escrevem algumas poucas orações propagandísticas em 20% do tempo e copiam atividade humana nos outros 80%”, explica Takis Metaxas, pesquisador em Wellesley e Harvard. “Compreender a propaganda, empregar o pensamento crítico e perceber nossos próprios preconceitos são a melhor maneira de defendermos a democracia”, propõe Metaxas, que descobriu na campanha para o Senado de 2010 um dos primeiros episódios de uso maciço de robôs. Aqueles, diz, “foram facilmente detectáveis, mas desde então melhoraram muito”.

Pouco antes do Brexit, a Rússia criou 150.000 contas falsas para inundar o debate no Reino Unido com mensagens xenófobas, um dos assuntos mais espinhosos do referendo. Em média, cada bot recebeu cinco retuítes de contas reais, ou seja, cinco humanos compartilhavam o conteúdo gerado por um robô criado para poluir. Depois do referendo do Brexit, uma petição online que exigia sua repetição precisou ser cancelada porque 77.000 robôs o asfixiaram com assinaturas falsas. Nos EUA, duas contas fraudulentas russas convocaram e anunciaram no Facebook manifestações em frente a uma instituição islâmica de Houston: uma islamofóbica, e outra em defesa dos muçulmanos. Os dois grupos se chocaram na rua, e a imprensa apresentou esse confronto como um exemplo da profunda divisão dos norte-americanos.

Quando o Instituto da Internet da Universidade de Oxford analisou a fundo este fenômeno em nove países, não teve dúvidas: “Os robôs utilizados para a manipulação política também são ferramentas efetivas para fortalecer a propaganda online e as campanhas de ódio. (…) A propaganda informática é atualmente uma das ferramentas mais poderosas contra a democracia”. Muitos desses casos são dos Governos contra seus próprios cidadãos. Um dado citado por Sanja Kelly, da Freedom House: “Em 14 países, os Governos que tentam combater as notícias falsas ironicamente terminaram restringindo a liberdade da Internet”. As plataformas digitais estão cumprindo um obscuro papel na política, e os robôs (e os ciborgues) são só uma ferramenta a mais.

El Pais

Fraude envolvendo moeda virtual gera prejuízo de R$ 450 milhões

Esquemas fraudulentos envolvendo moedas digitais têm crescido de maneira preocupante no Brasil. Um dos casos que estão sendo investigados atualmente é o da Adsply, empresa que, com promessa de rentabilidade altíssima, pode ter causado mais de R$ 450 milhões de prejuízos aos associados.

Uma das abordagens mais usadas era a seguinte: o investidor comprava um dos planos disponíveis e pagava com bitcoins (na verdade, em um valor que seria convertido para a criptomoeda); depois, a Adsply enviava 70% do valor para traders e os 30% restante para influenciadores digitais divulgarem os produtos; por fim, parte dos rendimentos com essas operações era repassada para o investidor.

Adsply - slide

Os ganhos prometidos chegavam a 2,8% ao dia. Também havia promessa de remuneração para cada novo cliente que o investidor levasse para o sistema. Para os novos associados também havia promessa de bônus por indicações. Quem alcançasse postos como gerente ou diretor nas equipes formadas poderia receber ainda smartphones, relógios, viagens internacionais e carros de luxo como prêmio.

Sim, tudo aponta para um esquema de pirâmide. E toda pirâmide quebra. Aparentemente, o esquema ruiu no começo de outubro, quando um dos donos da Adsply registrou boletim de ocorrência em Uberlândia (MG) alegando ter sofrido sequestro. Mantido em cárcere, o empresário teria sido forçado a repassar uma grande quantidade de moedas virtuais de uma carteira virtual para ser libertado.

Para a polícia, é grande a possibilidade de o sequestro ter sido forjado para que os responsáveis pela empresa justificassem a repentina interrupção dos pagamentos aos associados. Desde então, a Adsply não opera mais e justifica em seu site que o “incidente ocorrido no Brasil na primeira semana de outubro [o suposto sequestro] comprometeu severamente nossas atividades naquela localidade”.

Comunicado da Adsply

A sede da empresa (se é que realmente existia uma) ficava justamente em Uberlândia. Isso quer dizer que, na verdade, toda a operação foi interrompida, pois não há controle central. Nessas circunstâncias, os líderes do negócio precisam ser ouvidos. Mas, atualmente, não está claro nem se o empresário supostamente sequestrado fugiu. A polícia afirma que não fornecerá informações por ora para não prejudicar as investigações.

O que está claro é que o prejuízo foi grande. As polícias de pelo menos três estados (Ceará, Minas Gerais e Pernambuco) mais o Distrito Federal investigam o caso e encontraram relatos até de pessoas que venderam bens como motos e carros ou fizeram empréstimos bancários para investir dinheiro na Adsply.

adsply

Há também casos em outros países, com destaque para a Colômbia: os investidores de lá estão contatando clientes de países como Argentina, Chile, México e Uruguai para criar processos judiciais unificados.

Se as autoridades concluírem que a Adsply é mesmo uma pirâmide, este será o segundo esquema envolvendo moedas digitais desmantelado só neste ano. O primeiro é o da Kriptacoin, que movimentou mais de R$ 250 milhões apenas no Distrito Federal e em Goiânia (GO).

Em seu site, a Adsply afirma que irá restituir os investidores seguindo um cronograma. Para o Brasil, a empresa promete realizar o procedimento em março de 2018.

Com informações: Valor, G1

Procon-SP divulga lista de sites que devem ser evitados na Black Friday

A Black Friday acontece nesta sexta-feira (24/11) e junto das grandes ofertas do dia, muitos consumidores acabam garantindo algumas frustrações. Há algumas dicas valiosas que clientes devem se ater na hora de comprar online, principalmente. Inclusive, as separamos aqui.

http://idgnow.com.br/internet/2017/11/23/black-friday-7-dicas-para-comprar-online/

Outro esforço diz respeito a evitar lojas virtuais cuja reputação não é confiável. Seguindo a tradição anual, a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor de São Paulo (Procon-SP) divulgou nesta semana a lista de sites que devem ser evitados durante a Black Friday.
Segundo a entidade, a lista inclui os sites que tiveram reclamações de consumidores registradas no Procon-SP, foram notificados, não responderam ou não foram encontrados.
O documento ultrapassa 500 lojas virtuais e é organizado em ordem alfabética a partir do nome da fantasia da empresa, incluindo ainda o CNPJ correspondente.
Caso você tenha dúvida a respeito do e-commerce que oferece uma promoção aparentemente imperdível, vale a pena conferir se o nome dele não está na lista que pode ser acessada neste link.
http://sistemas.procon.sp.gov.br/evitesite/list/evitesites.php
IDG!

Brasil registra queda de quase 1,14 milhão de linhas fixas de telefone

Segundo a anatel, enquanto as linhas das concessionárias da telefonia fixa apresentaram queda de 1.056.716 linhas (-4,23%), as empresas autorizadas perderam 78.442 acessos (-0,46%) em setembro

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou nesta sexta-feira, 24, que o Brasil registrou 41.106.021 linhas fixas de telefone em setembro deste ano, o que corresponde a uma redução de 1.135.158 (-2,69%) quando comparado com o mesmo mês do ano passado.

Enquanto as linhas das concessionárias da telefonia fixa apresentaram queda de 1.056.716 linhas (-4,23%), as empresas autorizadas perderam 78.442 acessos (-0,46%) no período.

Entre as autorizadas, a TIM, com a entrada de 199.651 novas linhas, apresentou o maior crescimento nos últimos 12 meses, de 38,57%, seguida da Algar Telecom, com mais 70.283 novas linhas (28,55%), e da Oi, com 15.279 novos acessos (9,68%), conforme dados da Anatel.

As concessionárias que apresentaram crescimento no período foram Algar Telecom, com 21.035 novas linhas (2,87%), e a Claro, com a adição de 177 novos números (10,79%). As demais registraram redução.

Na comparação entre setembro e agosto de 2017, o país registrou redução de 117.493 linhas fixas, queda de 029%. As concessionárias apresentaram diminuição de 136.761 linhas (-0,57%) e as autorizadas aumento de 19.268 linhas fixas (+0,11%).

Comparando setembro de 2017 com o mês anterior, entre as autorizadas, a Algar Telecom registrou 4.390 novas linhas (+1,41%) e todos os demais grupos apresentaram variação menor do que 1% para cima ou para baixo. Entre as concessionárias, a maior redução foi da Oi, com menos 83.164 linhas fixas (-0,61%), seguida da Vivo, com menos 53.148 linhas fixas (-0,56%).

Estados

O maior crescimento no número de linhas das autorizadas foi em Santa Catarina, com 47.098 novas linhas (+6,91%) nos últimos 12 meses. A maior redução foi em São Paulo, com menos 80.995 (-1,38%). Em relação às concessionárias, todos os estados apresentaram queda no período.

Na comparação entre setembro e agosto de 2017, Minas Gerais apresentou o maior crescimento das autorizadas no país, com mais 4.797 linhas (+0,35%), e o Rio de Janeiro a maior queda, com menos 4.439 linhas fixas (-0,21%). Em relação às concessionárias, o Acre com mais 79 linhas (+0,13%) foi o único estado que apresentou variação positiva.

Lei de proteção de dados pode causar problemas para 55% das empresas globais

 

Estudo do SAS mostra que mais da metade das companhias devem ser afetadas por estarem despreparadas para a nova regulação europeia de proteção de dados.

Pesquisa realizada pelo SAS com 340 executivos de diversas indústrias e mercados revelou que apenas 45% das organizações globais ouvidas possuem um plano estruturado para entrar em conformidade com as normas do Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR – General Data Protection Regulation), que entra em vigor inicialmente nos países da União Europeia em maio de 2018.

Mais da metade das empresas (58%) não estão totalmente conscientes das consequências de não cumprirem as normas. Proposta em 2012 e aprovada quatro anos depois, a GDPR exigirá que as organizações se tornem responsáveis ​​pela proteção dos dados de seus clientes, informando como e onde eles são armazenados e processados.

“Muitas empresas simplesmente não sabem por onde começar para se tornarem compatíveis com o GDPR”, diz o gerente de Soluções de Negócios do SAS, Arturo Salazar. “Nossa recomendação é iniciar com uma estratégia sólida de governança de dados para garantir que as tecnologias e as políticas estejam em vigor e permitam entender completamente onde seus dados estão armazenados e quem tem acesso a eles”.

Confira abaixo mais detalhes da pesquisa:

— A maioria dos entrevistados percebe que o GDPR terá um grande impacto em suas empresas, mas 42% não estão plenamente conscientes desse impacto;

— 45% das organizações possuem um processo estruturado para cumprir o GDPR, mas só 2/3 delas acham que esse processo levará a uma conformidade bem-sucedida. Na verdade, muitos admitem não saber como determinar se são compatíveis ou não com a regulamentação;
— As grandes companhias – aquelas com 5 mil funcionários ou mais – estão melhor equipadas para lidar com o GDPR, com 54% estando consciente do impacto sobre os negócios, contra apenas 37% das pequenas empresas;
— Na área governamental, só 26% das empresas estão conscientes do impacto do GDPR, sendo este o percentual mais baixo de qualquer segmento da indústria.
Portabilidade de dados e o direito a ser esquecido
Com o GDPR, as pessoas têm o direito de pedir que seus dados sejam apagados ou transferidos para outra empresa. Isso traz questionamentos sobre as ferramentas e processos que as organizações precisam implementar. Para 48% das empresas consultadas, só o fato de encontrar dados pessoais em seus próprios bancos de dados já é visto como um desafio. Nesses casos, o cumprimento das regras do GDPR será uma tarefa ainda mais relevante.

Entre as empresas pesquisadas, 58% delas têm problemas para gerenciar a portabilidade dos dados e o chamado direito de ser esquecido. Controlar o acesso aos dados pessoais também é um desafio a ser levado em conta. Grandes organizações e instituições financeiras são as que têm mais dificuldade em encontrar dados pessoais armazenados em seus bancos de dados se comparadas a outras empresas.

Quando questionadas sobre os potenciais benefícios do GDPR, 71% das empresas acreditam que, como resultado, sua governança de dados irá melhorar. A pesquisa também mostrou que 37% delas pensam que suas capacidades de TI vão melhorar conforme forem buscando cumprir as normas, enquanto 30% concordam que irá melhorar sua imagem. Além disso, as empresas acreditam que os clientes também serão beneficiados. A pesquisa mostra que 29% das organizações pensam que a satisfação do cliente será maior conforme elas trabalharem para o cumprimento do GDPR. Outros 29% dizem que suas propostas de valor vão melhorar.

 

ComputerWorld

Google admite rastrear celulares contra vontade de usuários

O Google admitiu rastrear celulares Android mesmo quando os serviços de localização dos aparelhos estiver desativada pelos usuários. O caso veio à tona com uma reportagem publicada pelo site Quartz, que informa sobre a empresa receber dados referentes às torres de rede celular próximas dos smartphones.

A coleta de dados não era restrita a aparelhos específicos: qualquer smartphone Android recente poderia ter dados enviados ao Google.

Com o uso de dados de diferentes torres de rede celular, uma empresa como o Google poderia triangular a localização dos usuários. Apesar da criptografia usada no envio de informações de localização, um smartphone infectado com malware ou spyware poderia compartilhar esses dados com terceiros sem que o usuário saiba.

Fora isso, seria possível que o Google conte para marcas parceiras se uma pessoa foi a uma determinada loja recentemente.

Uber escondeu roubo de dados de 57 milhões de pessoas

Além de esconder a informação, a empresa pagou US$ 100 mil aos hackers responsáveis para que não houvesse rastros da violação.

Los Angeles – A Uber revelou nesta terça-feira que dados de 57 milhões de usuários e motoristas do aplicativos foram roubados por hackers em um ataque ocorrido em 2016, mantido em segredo pela empresa até hoje.

Em nota, o executivo-chefe da Uber, Dara Khosrowshahi, que chegou ao cargo em agosto, mostrou hoje sua disposição de ser “honesto”, “transparente” e de “trabalhar para reparar erros do passado.

O executivo revelou que dois hackers tiveram acesso à base de dados da Uber e conseguiram baixar informações de 57 milhões de usuários do Uber em todo o mundo. Entre os dados estavam nomes, endereços de e-mail e números de telefone.

Eles também obtiveram informações de 600 motoristas da Uber nos Estados Unidos, roubando dados sobre as carteiras de motoristas desses profissionais que prestam serviço para a empresa.

O caso foi revelado pela agência “Bloomberg”, que afirmou que a Uber, apesar de ter a obrigação legal de informar às autoridades sobre o ataque dos hackers, pagou US$ 100 mil aos invasores para que eles deletassem os dados e mantivessem o ocorrido em segredo.

Khosrowshahi disse que os analistas da empresa não acreditam que os hackers tiveram acesso a dados bancários, números de cartão de crédito ou do histórico de viagem dos usuários.

“Talvez vocês perguntem por que estamos falando disso agora, um ano depois. Eu me fiz a mesma pergunta. Portanto, imediatamente pedi uma investigação exaustiva sobre o que ocorreu e como isso foi gerido”, disse o executivo-chefe na nota.

Segundo Khosrowshahi, os dois funcionários que lideraram a resposta ao ataque cibernético já não estão mais na empresa. Além disso, ele afirmou que a Uber já notificou as autoridades reguladoras sobre o incidente.

A “Bloomberg” afirma que a Uber demitiu o chefe do escritório de segurança, Joe Sullivan, e um de seus funcionários por sua atuação na hora de manter o incidente em sigilo.

“Nada disso deveria ter ocorrido e não vou dar desculpas sobre isso. Apesar de não poder apagar o passado, posso me comprometer em nome de cada funcionário da Uber que aprenderemos com nossos erros”, afirmou o executivo-chefe da empresa.

Mais robôs que humanos: como será a megacidade futurista que a Arábia Saudita quer construir

A Arábia Saudita tem um plano para construir uma cidade futurista, onde não haverá dinheiro e o número de robôs será maior que o de seres humanos. O projeto é chamado de Neom e, pelo menos no papel, sugere a ideia de um paraíso para milionários viverem em uma bolha futurista.

 Neom se estenderia pelo território da Arábia Saudita, Egito e Jordânia  (Foto: REUTERS/Faisal Al Nasser/File Photo)

Neom se estenderia pelo território da Arábia Saudita, Egito e Jordânia (Foto: REUTERS/Faisal Al Nasser/File Photo)

Em Neom, a energia viria de painéis solares, não haveria sujeira nas ruas, tampouco tiroteios. Também não existiria trânsito, nem carros movidos a gasolina – muito menos mendigos morando na rua.

“É uma terra para pessoas livres e sem estresse. Uma startup do tamanho de um país. A nova era do progresso humano”, afirma o vídeo promocional, que mostra belas paisagens da costa do Mar Vermelho, enquanto uma melodia suave serve de pano de fundo para imagens de crianças correndo e desenvolvedores fazendo protótipos.

É esse o projeto que o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, está tentando vender aos investidores.

Mais do que uma cidade, ele considera o megaempreendimento como a primeira zona econômica independente do mundo.

 Projeto precisaria de investimento inicial de US$ 500 bilhões  (Foto: REUTERS/Faisal Al Nasser)

Projeto precisaria de investimento inicial de US$ 500 bilhões (Foto: REUTERS/Faisal Al Nasser)

Os defensores da iniciativa argumentam que a megacidade será um centro global de negócios, localizado em uma das artérias econômicas mais importantes do mundo, por onde passa quase um décimo do comércio mundial.

Eles garantem que, quando a ideia sair do papel e a operação começar, todos os serviços e processos serão automatizados e, portanto, todas as transações serão realizadas por meios eletrônicos.

Um slogan que deixa clara a ambição dos sauditas afirma que Neom teria “o crescimento econômico per capita mais alto do mundo”.

Mas quem financiaria esse mundo paralelo? O Fundo de Investimentos Públicos da Arábia Saudita, presidido pelo próprio Mohamed ben Salman, o príncipe herdeiro saudita, e formado por outros investidores locais e estrangeiros.

Novo mercado global do petróleo

O projeto faz parte da série de iniciativas que busca reduzir a dependência do país em relação ao petróleo. Ao lado da megacidade, o governo saudita anunciou há alguns meses que transformará 50 ilhas do Mar Vermelho em balneários de luxo.

O objetivo é que o país deixe de ser um “petro-Estado” e passe a ter uma economia mais aberta, capaz de crescer quando os preços do petróleo estão em baixa, em um contexto em que o mundo vai se tornando cada vez mais digital e 70% da população tem menos de 30 anos.

Estima-se que a Arábia Saudita tenha um quinto das reservas mundiais de petróleo, das quais depende sua economia – 75% das exportações do país são de petróleo.

O problema é que o preço do petróleo caiu pela metade, se compararmos com seu valor há apenas três anos. E, se olharmos a longo prazo, o debate sobre as mudanças climáticas está ganhando cada vez mais força, o que poderia ter como consequência a diminuição da demanda petrolífera.

O plano estratégico, que tem fundamento econômico, faz parte de um plano mais ambicioso chamado “Vision 2030” – um planejamento que prevê vender até ações da Saudi Aramco, petroleira estatal do país.

Há alguns anos, esse tipo de reforma era impensável, assim como outras mudanças recentemente aprovadas no país, como permitir que as mulheres dirijam automóveis.

Falsas promessas?

Os projetos anunciados pelos sauditas buscam gerar uma abertura econômica, visando possíveis benefícios para as próximas décadas.

Mas as megacidades e megainfraestruturas ainda precisam provar para os investidores, na prática, que não se tratam de meras promessas.

“Isso não vai acontecer em um ou dois anos. Mas, se preparar para o que parece ser um mercado global de energia muito diferente, é algo que precisa de planejamento, exige tempo e dinheiro”, afirma Andrew Walker, correspondente de economia da BBC.

Se o capital estrangeiro não abraçar o projeto, dificilmente o empreendimento conseguirá ser concretizado da forma como está sendo vendido atualmente.

“A economia da Arábia Saudita precisa se modernizar e se diversificar”, pontua Walker.

Para viabilizar o caminho da abertura econômica, é provável que o governo tenha que enfrentar ainda vários obstáculos. Entre eles, a própria cultura local que não está acostumada a empreender iniciativas individuais e correr riscos no mundo privado e impõe severas restições às mulheres.

Por isso, especialistas falam de uma mudança cultural e econômica que pode demandar muito tempo ainda antes de se tornar realidade.

G1

Banco usa Inteligência Artificial para monitorar fraude em tempo real

Banco usa Inteligência Artificial para monitorar fraude em tempo real

 

Danske Bank, da Dinamarca, emprega machine learning para detector fraudes em operações bancárias e pagamentos móveis com alto grau de sofisticação

O Danske Bank, maior banco da Dinamarca e um dos mais importantes bancos de varejo da região do norte da Europa com mais de 5 milhões de clientes, adotou um conjunto de tecnologias desenvolvidas pela Think Big Analytics, empresa da Teradata, para criar e lançar uma plataforma de detecção de fraude baseada em inteligência artificial, com expectativa de alcançar 100% de retorno sobre os investimentos (ROI) já no seu primeiro ano de produção.

A solução usa machine learning para analisar dezenas de milhares de recursos, monitorando milhões de transações bancárias online em tempo real para fornecer uma visão que diferencie atividades verdadeiras das falsas e fraudulentas. Reduzindo significativamente o custo desse tipo de investigação, o Danske Bank vem aumentando sua eficiência geral e agora está preparado para obter economias expressivas.

“O combate a fraudes é uma questão crítica e está no topo das prioridades do setor bancário. Há evidências de que os criminosos estão se tornando cada vez mais ousados, usando inclusive técnicas sofisticadas de machine learning para atacar. Por isso é fundamental também usar técnicas avançadas para detectá-las”, diz Nadeem Gulzar, diretor de análise avançada do Danske Bank.

“Entendemos que as fraudes devem piorar no futuro próximo e no longo prazo, devido ao aumento da digitalização bancária e das aplicações bancárias móveis. Reconhecemos a necessidade de usar técnicas de ponta para combater os fraudadores, detectando não apenas onde estão hoje, mas onde estarão amanhã. Usando Inteligência artificial, já reduzimos falsos positivos em 50% e, dessa forma, conseguimos realocar a metade da unidade de detecção de fraude para responsabilidades de maior valor.”

O sistema original de detecção de fraude do Danske Bank baseou-se principalmente em regras artesanais aplicadas proativamente pelo negócio ao longo do tempo. Com números recorde de falsos positivos – às vezes atingindo 99,5% de todas as transações – os custos e o tempo associados à investigação se tornaram muito altos, com grande parte da equipe de detecção de fraude se sentindo sobrecarregada, ainda que não estivesse efetivamente sendo utilizada.

A equipe de Think Big Analytics começou a trabalhar com o Danske Bank em meados de 2016, para apoiar o pessoal de análise com conhecimento especializado sobre como utilizar os dados para obter benefícios mais amplos para o negócio. A equipe conjunta começou o trabalho dentro da infraestrutura existente do banco e, em seguida, criou modelos avançados de machine learning para detectar fraude em milhões de transações por ano e em horários de pico, muitas centenas de milhares por minuto. Para garantir a transparência e incentivar a confiança, o mecanismo inclui uma camada de interpretação em cima dos modelos de machine learning, fornecendo explicações e interpretação da atividade de bloqueio.

Do ponto de vista de modelos de análises, os casos de fraude ainda são muito raros, com cerca de um caso de fraude em cada 100.000. A equipe conseguiu tirar os falsos positivos dos modelos e reduzi-los em 50%. Ao mesmo tempo, foram capazes de capturar mais fraudes – aumentando a taxa de detecção em cerca de 60%. O programa antifraude do Danske Bank é o primeiro a colocar técnicas de machine learning em produção ao mesmo tempo em que desenvolve modelos de aprendizado profundo para testar as técnicas.

“Todos os bancos precisam de uma plataforma de análise escalável e avançada, bem como um roteiro e uma estratégia de digitalização para levar a ciência de dados à organização”, diz Mads Ingwar, diretor de serviços ao cliente da Think Big Analytics. “

Segundo ele, para as transações online, cartões de crédito e pagamentos móveis, os bancos precisam de uma solução em tempo real. “A plataforma de fraude baseada em Inteligência Artificial de última geração que desenvolvemos em colaboração com o Danske Bank calcula as transações recebidas em menos de 300 milissegundos. Isso significa que, quando os clientes estão em pé no supermercado ainda fazendo suas compras, o sistema pode marcar a transação em tempo real e fornecer uma visão imediata e acionável. Esse tipo de solução é algo que começaremos a ver em todas as organizações do setor de serviços financeiros.”

 

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