Internet das Coisas já é usada como prova em julgamentos nos EUA

Internet das Coisas já é usada como prova em julgamentos nos EUA

 

Na era da Internet das Coisas, definida como a conectividade de dispositivos à internet e a outros dispositivos, há uma infinidade de “coisas” que interagem com você e obedecem a seus comandos de voz. Mas, ao mesmo tempo, coletam dados que podem ser usados contra você — ou a seu favor — em uma ação criminal. Ou em um processo civil.

Dispositivos inteligentes estão se tornando uma nova espécie de prova e “testemunho”.

Imagine um advogado falando a seu cliente: “Há uma má notícia. Surgiu uma nova testemunha contra você: sua geladeira. Dados coletados por investigadores na geladeira mostraram que você estava em casa na hora do crime”.

Esse diálogo não seria fruto de uma previsão futurística. É um exemplo de atualidade. Durante a ABA Techshow deste ano, a advogada Antigone Peyton, presidente do departamento de propriedade intelectual e tecnologia da banca Protorae Law, e o advogado Bob Ambrogi, blogueiro de tecnologia jurídica do LawSites, deram exemplos de casos da vida real em que a Internet das Coisas exerceu uma influência no julgamento, segundo o Jornal da ABA.

Num dos exemplos, Ambrogi descreveu um caso recente de homicídio em Wisconsin. A vítima era Nicole VanderHeyden, e seu namorado foi, desde o começo, o principal suspeito. Entretanto, ao coletar dados de seu Fitbit, uma “pulseira inteligente” que obtém diversos dados do usuário, os investigadores afastaram as suspeitas contra ele.

Durante as investigações, George Burch se tornou o novo suspeito. Os investigadores retiraram dados de seu Google Dashboard, que o colocaram no local da morte de Nicole, na hora do crime. Eles também acessaram seu histórico de pesquisas na internet, que mostraram que ele havia lido notícias sobre a morte de Nicole 64 vezes.

Por último, Nicole tinha um Snapshot, uma ferramenta de sua empresa de seguros que rastreia os movimentos do carro para dar descontos a bons motoristas. Com essa informação, os investigadores tinham dados sobre os movimentos do carro e outras informações que ajudaram a esclarecer o caso.

Tudo isso levou à condenação de Burch na semana passada. Ambrogi observou que, nesse caso, os dados obtidos foram “corroborativos”, em vez de probatórios. Antigone Peyton acrescentou que essa tecnologia ajuda a contar a história do crime.

Outros casos foram contados. Entre eles, um caso em que o Alexa, um assistente pessoal inteligente que se conecta a dispositivos por comando de voz, “entreouviu um assassinato em Arkansas”. No Canadá, dados do Fitbit serviram para comprovar se a mobilidade e a qualidade de vida do autor de uma ação indenizatória foram impactadas negativamente por um acidente de carro.

Em um caso de processo civil, em 2017, a fabricante do We-Vibe teve de pagar uma indenização de US$ 3,75 milhões a autoras de uma ação coletiva. O We-Vibe é um “brinquedo sexual” inteligente, que excita ao mesmo tempo o clitóris e o ponto G, sem impedir a penetração do pênis. Mas o dispositivo também coleta dados das usuárias através de um aplicativo de smartphone, sem um claro consentimento das pessoas.

No mês passado, outra ação coletiva foi movida contra a Lovense, uma divisão da Hytto Ltd., sediada em Hong Kong, também acusada de violações à privacidade das pessoas através de um brinquedo sexual habilitado por Bluetooth, chamado Lush.

Os dispositivos inteligentes, conectados à internet e a outros dispositivos, estão se tornando, progressivamente, uma nova espécie de provas e “testemunhos” que chegam aos fóruns criminais e civis todos os dias. Em 2017, existiam 8,4 bilhões de dispositivos da Internet das Coisas no mundo, segundo a firma de pesquisa Gartner. Em 2020, serão pelo menos 20,4 bilhões.

A maioria dos consumidores não se dá conta de que seus dados são coletados pelos dispositivos que incluem assistentes digitais, carros, monitores de bebês, geladeiras, sistema de iluminação, portas de garagem e brinquedos sexuais, entre tantas outras coisas. Em outras palavras, qualquer dispositivo inteligente é também um espião.

Os escritórios de advocacia também têm de se preocupar com seus sistemas “maravilhosos”, que ajudam a melhorar o fluxo de trabalho, entre outras coisas. Eles podem, por exemplo, comprometer a confidencialidade advogado-cliente, por coletar dados e torná-los disponíveis a investigações. “Não é o caso de nos tornarmos homens da caverna, rejeitando a tecnologia. Mas precisamos ser consumidores bem informados”

 

Conjur.com.br

 

Golpe no WhatsApp atinge 300 mil pessoas com falso cupom para ovos de Páscoa

Golpe no WhatsApp atinge 300 mil pessoas com falso cupom para ovos de Páscoa

omo acontece com todos os grandes eventos brasileiros, a Páscoa já virou uma isca para o cibercrime. Desta vez, o alto preço dos ovos de chocolate que são parte fundamental da comemoração tem incentivado usuários do WhatsApp a clicar em uma falsa promoção que promete cupons de até R$ 800.

Segundo a empresa de segurança digital PSafe, o número de brasileiros atingidos pelo golpe impressiona. A empresa identificou em 24 horas, apenas entre os usuários de seu aplicativo de antivírus chamado DFNDR, 300 mil casos de acesso ao site da falsa promoção, que foram barrados pelo app.

Obviamente não existe cupom de desconto. Primeiro, a vítima é orientada a compartilhar o link para para vários amigos e grupos, garantindo que a página alcançará muitas pessoas. Além disso, ela é apresentada a uma série de perguntas simples sobre a Páscoa que servem como uma forma de convencê-la de que se trata de uma promoção real. É depois de apresentar essas questões que a parte maliciosa do golpe se desenvolve.

Se a vítima vai até o fim do questionário e tenta resgatar o voucher, o usuário autoriza o recebimento de notificações por meio do navegador, o que é um canal a mais para o cibercriminoso alcançar o usuário outras vezes, abrindo a porta para outras fraudes.

O objetivo final do golpe é, como sempre, lucrar em cima do usuário que não tem a malícia para perceber um golpe desse tipo. Entre as formas de monetizar um ataque como esses estão o cadastro do número de telefone em serviços de SMS pagos sem autorização, roubo de dados pessoais para revenda, ou até mesmo usar o cartão de crédito da vítima em benefício próprio.

 

Donald Trump proíbe Broadcom de comprar a Qualcomm

Donald Trump proíbe Broadcom de comprar a Qualcomm

 

Há alguns meses se discute a possibilidade de Broadcom e Qualcomm, duas das maiores fabricantes de chips do mundo, anunciarem a maior fusão da história da tecnologia. Essa possibilidade finalmente foi por água abaixo nesta segunda-feira, 12, por meio de um decreto de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.

O texto que justifica a decisão apresenta questões de segurança nacional para o impedimento do negócio. A Broadcom é uma empresa de Cingapura, que tomaria o controle da Qualcomm, uma companhia americana com sede na Califórnia. Segundo o comunicado, “existem evidências sóilidas” de que a Broadcom “pode realizar ações que ameace a segurança nacional dos Estados Unidos”.

A negociação está ocorrendo há alguns meses, sempre com respostas negativas da Qualcomm, que exige mais dinheiro pela transação. A oferta mais recente apresentada pela Broadcom envolvia US$ 146 bilhões; desse total, US$ 121 bilhões seriam para tomar o controle da Qualcomm e US$ 25 bilhões são referentes a uma dívida que seria assumida pela asiática.

Diante das respostas negativas da Qualcomm, a Broadcom tentou outras formas de fazer o negócio sair do papel. Isso inclui até mesmo a aquisição hostil, levando o tema aos acionistas para tentar substituir os membros do conselho da Qualcomm por pessoas favoráveis ao negócio. O comunicado de Donald Trump veta qualquer tipo de fusão entre as duas empresas, e os membros do conselho apontados pela Broadcom deverão ser desqualificados.

Segundo a Bloomberg, a Broadcom tinha planos de mudar sua sede para os Estados Unidos, em um processo que deveria ser concluído até o dia 3 de abril. Isso também não afeta a decisão de Trump, que determina as duas empresas “deverão abandonar permanentemente a proposta de aquisição”, a menos que queiram levar o caso aos tribunais.

 

olhardigital

Forbes usa inteligência artificial para mostrar a “cara” da corrupção no Brasil

Forbes usa inteligência artificial para mostrar a “cara” da corrupção no Brasil

Dados mencionados por profissionais que trabalham na Operação Lava Jato e publicados na imprensa informam que os recursos perdidos em esquemas de corrupção no País somam em torno de R$ 200 bilhões (US$ 61 bilhões) por ano. Se todo esse dinheiro fosse para as mãos de uma única pessoa, ela seria dona da quinta maior fortuna do mundo, de acordo com a Lista dos Bilionários Forbes de 2017. O personagem criado pela corrupção, portanto, estaria à frente de nomes como Mark Zuckerberg e Carlos Slim.

Quem poderia ser então esse “bilionário” brasileiro? Quais suas características físicas? O que ele pensa, quais seus hábitos de consumo? Quais são os segmentos da economia nos quais atua? Qual a sua opinião sobre operações que investigam corruptos no país? Com o objetivo de chamar a atenção de todos os brasileiros para o problema e ajudar a combater a corrupção, a revista Forbes Brasil, a agência Ogilvy e a empresa de tecnologia Nexo criaram, por meio de uma ferramenta de inteligência artificial, o que seria a “cara” da corrupção brasileira. Além do rosto, com todos os traços físicos, o projeto de “machine learning” conseguiu ir além e apontar características de personalidade desse homem, chamado de Sr. Ric Brasil – anagrama de Rica Corrupção do Brasil.

Confira o Vídeo:

 

O trabalho da campanha chamada “Ric Brasil” ainda está em andamento, com os últimos ajustes da ferramenta, e a imprensa será capaz de entrevistá-lo até o final deste mês e saber todos os detalhes sobre o homem mais “poderoso” do país. O projeto para se chegar ao Sr. Rico Brasil começou há mais de oito meses com uma ampla pesquisa baseada principalmente em entrevistas e depoimentos de alguns dos principais condenados nas operações Mensalão e Lava Jato.

“A Forbes quer se posicionar contra a corrupção, então além de chamar a atenção dos brasileiros para o tamanho do problema em nosso país, pensamos nessa campanha também como uma forma de valorizar o empresário sério”, diz Antonio Camarotti, CEO da revista Forbes Brasil.  Desde 2017, na edição dos Bilionários Brasileiros os nomes que tiveram suas fortunas listadas e que se encontravam sob algum tipo de investigação de crimes ligados a corrupção, formação de quadrilha, evasão de divisas e outros crimes de lesa-pátria tiveram uma anotação indicando sob qual investigação estavam sujeitos.

A próxima revista Forbes Brasil com a Lista dos Bilionários conta com uma ação especial, também criada pela Ogilvy, para divulgar a campanha. A publicação chega às bancas a partir de 16 de abril.

“A principal ideia da campanha Ric Brasil é destacar o tamanho da corrupção no País. A lista da Forbes é a principal ferramenta para entendermos a riqueza de cada bilionário. Portanto mostrar que a corrupção no Brasil pode gerar uma fortuna desse tamanho é o melhor jeito de a revista usar informação para combater o problema”, comenta Claudio Lima, VP nacional de criação da Ogilvy Brasil.

adnews.com

 

Bombas nucleares: o jeito mais fácil de tornar Marte habitável

Bombas nucleares: o jeito mais fácil de tornar Marte habitável

 

A descoberta de água em Marte é recente, mas não foi necessária nem uma semana para começarmos a falar em agredir o planeta. A ideia de Elon Musk, fundador da empresa de viagens espaciais SpaceX e também conhecido como ‘o Tony Stark do Vale do Silício’ por ser um bilionário disposto a investir em projetos mirabolantes, é tornar Marte habitável fazendo uso de bombas nucleares.

A declaração foi dada no programa de TV americano “The Late Show”, com o apresentador Steven Colbert. Na ocasião, ele explicou que as bombas seriam o modo mais rápido de causar uma mudança climática que pudesse fazer o planeta vermelho se aproximar do clima que conhecemos na Terra.

 

Claro que a ideia de bombardear o planeta não pegou muito bem, mas ele tratou de se explicar em evento nesta sexta-feira, 2. Ele não quer explodir a superfície de Marte; ele apenas quer bombardear os céus dos polos marcianos regularmente com um intervalo de alguns segundos entre uma explosão e outra.

 

Segundo ele, a prática criaria dois pequenos sóis pulsantes sobre estas regiões. “As bombas ficariam sobre o planeta, não no planeta. Muitas pessoas não lembram que o nosso sol é uma grande fusão nuclear”, ele explicou.

Com este dois “sóis” nos polos marcianos, Musk diz que o planeta ficaria mais quente, transformando o dióxido de carbono congelado em gás. O CO2 é um gás estufa capaz de prender o calor na atmosfera, e, em tese, permitiria que Marte tivesse um clima mais próximo do terrestre, não tão gelado como hoje.

Elon Musk é obcecado com a ideia da colonização de Marte e sua empresa está perto de anunciar planos de alcançar o planeta vermelho em breve. Mas e quanto a esquentar o planeta? Ao ser questionado se seria realmente possível colocar em prática seu plano, ele nem pestanejou e respondou: “sim, absolutamente, sem problemas”.

 

OlharDIgital.com.br

Twitter começa a caçar golpistas que enganam pessoas para ganhar criptomoedas

Twitter começa a caçar golpistas que enganam pessoas para ganhar criptomoedas

O Twitter quer combater a disseminação de golpes envolvendo criptomoedas dentro da sua plataforma. Nos últimos tempos, golpistas começaram a criar contas falsas de nomes conhecidos para enganar pessoas e conseguir uma pequena quantia de moedas virtuais como Ethereum e Bitcoin.

Um caso recente envolve o criador da Ethereum, Vitalik Buterin. Um usuário clonou a conta dele com um nome levemente diferente – Buterin é @VitalikButter, enquanto o golpista é @VitalikButerjm – e passou a responder mensagens de Buterin pedindo para seus seguidores enviarem pequenas quantias de Ethereum para a sua conta, prometendo enviar um valor 10 vezes superior em retorno.

Outros golpistas usaram nomes como Elon Musk e John McAfee com o mesmo fim. Usuários desavisados do Twitter poderiam cair no golpe sem notar a diferença no nome de usuário e a ausência do selo de verificação de conta.

Ao The Verge, o Twitter confirmou que está caçando essas contas falsas para tirá-las do ar. “Estamos cientes dessa forma de manipulação e estamos implementando proativamente uma série de sinais para prevenir que esse tipo de conta interaja com outras de maneira prejudicial”, disse um representante do serviço.

Ainda não está claro como exatamente isso vai ser feito. Até o momento, uma conta falsa vinculada a Elon Musk já foi tirada do ar, enquanto o falso criador do Ethereum segue com suas mensagens que visam enganar pessoas interessadas na moeda virtual.

 

olhardigital.com.br

Golpe no WhatsApp usa o Dia Internacional da Mulher para se espalhar

Golpe no WhatsApp usa o Dia Internacional da Mulher para se espalhar

 

O cibercrime adora datas marcantes para atrair vítimas para armadilhas que podem causar prejuízos graves com roubo de dados privativos ou até mesmo causando perdas financeiras. A bola da vez é o Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 8 de março, que está sendo usado para atrair vítimas para uma falsa promoção da marca O Boticário que dá kits grátis de maquiagem.

Para se disseminar, o ataque, descoberto pela empresa de segurança Kaspersky, tem dois canais importantes. Uma delas é o WhatsApp, onde as vítimas são orientadas a compartilhar uma mensagem com o link da página da falsa promoção para o maior número possível de contatos. Para ampliar o público-alvo do ataque, a mensagem também destaca que homens também podem participar da “promoção” para dar como presente a alguma mulher em sua vida.

Reprodução

Uma segunda via importante do ataque são as notificações do Chrome. Para isso, no entanto, é necessário que a vítima tenha concordado em receber esse tipo de alerta em algum momento, mesmo que tenha sido sem perceber. A janelinha em questão mostra um alerta de “Você ganhou um kit de maquiagem Grátis”.

 

Reprodução

Esse tipo de ataque tem, em geral, dois tipos de objetivos diferentes. O primeiro deles é simplesmente atrair a vítima para um site cheio de publicidade, por meio do qual o cibercriminoso pode rentabilizar o golpe. O segundo envolve orientar o usuário a instalar um aplicativo no celular, geralmente com fins maliciosos, e que pode roubar senhas e informações sensíveis que podem causar prejuízos reais.

 

Reprodução

 

Em casos como esses, o bom-senso é a maior arma de defesa. A Kasperky tem algumas orientações básicas de proteção que podem ser adotadas por qualquer um e garantem um nível adequado de segurança:

  • Desconfie de links recebidos: mesmo que a conversa não seja com um desconhecido, é preciso duvidar da veracidade da mensagem, ainda mais se inclui uma promoção; procure sempre confirmar no site oficial da empresa qualquer informação;
  • Cuidado com o mouse (ou o touch): nunca clique em links de e-mails suspeitos, banners em sites ou acesse sites desconhecidos. Quando você tiver que visitar um banco online ou uma loja de varejo, digite manualmente o URL em vez de clicar em um link;
  • Notificações: não autorizar notificações em qualquer website, mesmo que a pergunta não seja relacionada a isso. Revise sempre as configurações avançadas no seu navegador, seja no desktop ou smartphone, e remova os sites desconhecidos que estão autorizados a emitir notificações;
  • Use um antivírus no seu celular

Fonte Olhardigital.com.br

Saiba o que é o Vero, a rede social anti-Facebook que virou a febre do momento

Saiba o que é o Vero, a rede social anti-Facebook que virou a febre do momento

Desde que o Facebook se estabeleceu como a principal rede social do planeta com um modelo de negócios baseado em anúncios e coleta de dados do usuário, não faltaram projetos prometendo uma alternativa privativa. A última grande tentativa do tipo foi a Ello, rede social que causou furor inicial, mas foi relegada ao terceiro escalão das plataformas sociais. Agora, surge um novo candidato, chamado de Vero.

A rede social Vero já existe desde 2015, na verdade, mas começou a ganhar tração na última semana. O aplicativo chegou a ser destacado pela App Store como o número 1 em downloads na área de redes sociais da loja, o que inclui gigantes como Facebook e Instagram. No Android, ele já aparece com mais de 500 mil downloads, embora não seja possível precisar qual é o número específico de vezes que ele já foi baixado.

Sua ideia é direta, apresentada por meio de um manifesto que determina toda atuação da plataforma, que promete ser “autêntica”. Daí o nome Vero, que significa “verdade” em italiano e em esperanto. Isso se reflete na forma como o Vero organiza as publicações apresentadas no feed do usuário. Enquanto cada vez mais serviços apostam em algoritmos para filtrar o que é melhor para a pessoa, o Vero promete que seus posts sempre aparecerão em ordem cronológica, o que significa que a rede social não vai tentar decidir o que é melhor ou pior para você, o que é bastante libertador.

 

Olhar Digital

 

Notebook: quem inventou, qual foi o primeiro modelo e mais curiosidades

Notebook: quem inventou, qual foi o primeiro modelo e mais curiosidades

Descubra como o primeiro notebook foi parar no espaço e por que “laptop” é um termo equivocado


Mesmo com todo o avanço no mercado de smartphones, os notebooksainda são a alternativa mais popular para quem busca praticidade, mas não abre mão do que um bom computador tradicional é capaz de fazer. Contudo, apesar de serem amplamente utilizados, muitos dos fatos sobre os laptops ainda são desconhecidos do público em geral.

Por exemplo: você sabia que o primeiro notebook do mundo foi utilizado em diversas missões da NASA? O termo “laptop”, embora seja muito comum no exterior, contribui para o mau uso dos computadores portáteis? O TechTudo reuniu essas e outras curiosidades com muito mais detalhes.

Cinco dicas importantes antes de comprar um notebook

Cinco dicas importantes antes de comprar um notebook

GRiD Compass: o primeiro notebook do mundo

Apesar de o título ainda gerar discussões entre entusiastas, o GRiD Compass é reconhecido internacionalmente como o primeiro notebook do mundo. Apesar de já existirem computadores relativamente pequenos em 1982, quando o dispositivo fora lançado, o modelo da GRiD foi o primeiro com o formato “concha”, que une tela e teclado por meio de dobradiças.

Portátil para a época, Compass 1101 foi utilizado pela NASA em missões espaciais (Foto: Divulgação/GRiD Computers)Portátil para a época, Compass 1101 foi utilizado pela NASA em missões espaciais (Foto: Divulgação/GRiD Computers)

Portátil para a época, Compass 1101 foi utilizado pela NASA em missões espaciais (Foto: Divulgação/GRiD Computers)

O GRiD Compass era caro: ele custava, na época, cerca de US$ 8 mil. Isso o impediu de fazer sucesso com o público comum. No entanto, mesmo pesando 5 kg no total, suas dimensões eram perfeitas para o uso em missões militares, incluindo viagens da NASA para o espaço. O governo norte-americano era o seu principal comprador.

Debaixo do capô, o modelo trazia o processador 8086, da Intel, 512 kB de armazenamento, 512 kB de RAM e uma tela com 320 x 240 pixels. Embora todos os componentes fossem considerados de ponta para a época, o primeiro GRiD Compass não tinha bateria interna – hoje um componente indispensável até nos modelos mais básicos.

O Osborne 1, desenvolvido por Adam Osborne em 1981, foi o primeiro computador portátil comercialmente bem-sucedido e tinha preço mais acessível na época – US$ 1.795 (equivalente a US$ 4.832 em 2017). No entanto, o modelo não contava com formato de concha.

Laptop ou notebook: há diferença?

Hoje em dia, é possível afirmar que não há diferença alguma entre os aparelhos classificados como “laptops” e aqueles chamados de “notebooks”. No entanto, quando os computadores portáteis começaram a surgir, entre os anos 80 e 90, os notebooks costumavam ser menores, e, consequentemente, menos capazes que os laptops.

Os termos "Notebook" e "Laptop" são considerados sinônimos (Foto: Divulgação/Acer)Os termos "Notebook" e "Laptop" são considerados sinônimos (Foto: Divulgação/Acer)

Os termos “Notebook” e “Laptop” são considerados sinônimos (Foto: Divulgação/Acer)

Na época, o termo notebook, que pode ser traduzido do inglês como “Caderno de notas”, foi escolhido para estes dispositivos porque eles se limitavam à edição de texto e outras tarefas mais básicas. Atualmente, um mesmo modelo pode ser chamado por ambos os termos, até mesmo de forma oficial.

“Laptop” é um termo equivocado; entenda

Apesar de esclarecermos que ambas as nomenclaturas são sinônimos e estão corretas, a interpretação literal do termo laptop, que significa “acima do colo” ou “sobre o colo”, é equivocada e pode gerar problemas à saúde – tanto do aparelho quanto do usuário.

Em regra, não se recomenda utilizar um notebook diretamente sobre o colo (Foto: Luciana Maline)Em regra, não se recomenda utilizar um notebook diretamente sobre o colo (Foto: Luciana Maline)

Em regra, não se recomenda utilizar um notebook diretamente sobre o colo (Foto: Luciana Maline)

Isto acontece porque, na maioria dos modelos, a dissipação de calor se dá pela saída de ar quente da parte inferior do equipamento. Com isso, ao utilizá-lo “sobre o colo”, como indica o termo laptop, o usuário corre não só o risco de obstruir a refrigeração da máquina, mas também, em casos extremos, sofrer queimaduras nas pernas.

Para o uso correto de um notebook, o mais indicado é posicioná-lo sobre uma superfície reta e lisa – como uma mesa. Dessa forma, sempre haverá espaço para que o ar quente do aparelho saia em segurança, sem entrar em contato direto com a pele do usuário.

Notebooks também podem ser resistentes

Embora os notebooks atuais estejam cada vez mais finos, leves e frágeis, consequentemente, diversas fabricantes investem na produção de aparelhos mais resistentes que a média. A Dell, por exemplo, atualiza sua linha Latitude Rugged, de notebooks ultra-resistentes, com uma certa frequência.

Modelo da Dell foi avaliado em testes do exército norte-americano (Foto: Divulgação/Dell)Modelo da Dell foi avaliado em testes do exército norte-americano (Foto: Divulgação/Dell)

Modelo da Dell foi avaliado em testes do exército norte-americano (Foto: Divulgação/Dell)

O modelo mais recente da marca, batizado como Latitude 14 Rugged Extreme 7414, foi lançado em 2017 e traz opções com a 6ª geração de processadores Intel Core, 16 GB de memória RAM e tela de 14 polegadas na resolução HD (1366 x 768). As especificações incluem ainda Windows7, 8, 8.1 ou 10 nas versões Professional e Home, plataforma de criptografia integrada, gráficos AMD Radeon R7 M360 e até 1 TB de armazenamento SSD.

Apesar do hardware mediano, o que justifica o preço de R$ 17.499cobrado pelo Rugged Extreme 7414, que pode ser encontrado no site da fabricante, é a sua certificação para uso militar. Segundo a Dell, o modelo sobreviveu a mais de 30 testes, alguns envolvendo chuva, água pressurizada, impactos, poeira, choque térmico, atmosfera explosiva, quedas e radiação solar.

Psion MC Series: o primeiro notebook com touchpad e SSD

Apesar de não ter feito tanto sucesso quanto o esperado por seus criadores, a série de notebooks MC, da fabricante britânica Psion, estava muito à frente de seu tempo. Os modelos lançados no início da década de 90 eram os primeiros a terem um touchpad, da forma como conhecemos, e unidades de armazenamento de estado sólido, o SSD.

Os modelos da Psion tinham SSD e um touchpad localizado acima do teclado (Foto: Divulgação/Psion)Os modelos da Psion tinham SSD e um touchpad localizado acima do teclado (Foto: Divulgação/Psion)

Os modelos da Psion tinham SSD e um touchpad localizado acima do teclado (Foto: Divulgação/Psion)

Vendidos nos modelos MC 200, 400, 600 e WORD, os notebooks da série eram surpreendentemente portáteis para a época. O touchpad, a principal novidade dos modelos, era localizado acima do teclado, funcionando junto do sistema operacional da marca. Anos mais tarde, o fato de utilizarem um sistema próprio, deixando de lado o popular DOS, foi considerado o principal motivo de fracasso da linha.

Internet

Inteligência artificial do bem demonstra “cooperação de máquina”

Inteligência artificial do bem demonstra “cooperação de máquina”

 

Software cooperativo

Os programas de computador – nomeadamente aqueles incluídos no campo da inteligência artificial – podem bater os seres humanos nos jogos mais complicados, como xadrez e Go.

Mas será possível ensinar esses programas a cooperar, negociar e transigir para se chegar a uma posição comum – em vez de competir?

Parece que sim, e parece também que a “cooperação de máquina” não apenas é possível, como algumas vezes pode ser mais eficaz do que a busca de um acordo entre os seres humanos.

“O objetivo final é entendermos a matemática por trás da cooperação com as pessoas e quais atributos a inteligência artificial precisa para desenvolver habilidades sociais. A inteligência artificial precisa ser capaz de responder a nós [humanos] e articular o que está fazendo. Ela tem que ser capaz de interagir com outras pessoas,” defendeu Jacob Crandall, da Universidade Brigham Young, nos EUA.

Cooperação de máquina

Para demonstrar a capacidade das máquinas para chegarem a um acordo de benefícios mútuos, Crandall desenvolveu um algoritmo, chamado S#, e executou-o em uma série de jogos de dois jogadores para ver como esses dois jogadores cooperariam em certos relacionamentos – a equipe testou interações máquinas-máquina, humano-máquina e humano-humano.

Na maioria dos casos, os agentes de software programados com S# superaram os humanos na capacidade de chegar a acordos que beneficiassem ambas as partes.

“Dois humanos, se fossem honestos e leais um com o outro, teriam alcançado o mesmo desempenho das duas máquinas,” disse Crandall. “Ocorre que cerca de metade dos humanos mente em algum ponto. Então, essencialmente, este algoritmo em particular está aprendendo quais características morais são boas. Ele está programado para não mentir, e também aprende a manter a cooperação tão logo ela emerge”.

Inteligência artificial do bem

Os pesquisadores acreditam que essa demonstração inicial deverá ter implicações a longo prazo não apenas para as relações homem-máquina, tipicamente marcadas pela preocupação com os perigos que a inteligência artificial trará à humanidade, mas também para as relações humanas.

“Na sociedade, relacionamentos são desfeitos o tempo todo. Pessoas que eram amigas durante anos, de repente se tornam inimigas. Como as máquinas geralmente são melhores para alcançar esses acordos do que nós, elas podem nos ensinar a melhorar isso,” disse Crandall.

Os resultados também são importantes para aqueles preocupados com o modo como os humanos podem manter o controle final sobre a inteligência artificial, demonstrando que, no final das contas, se queremos robôs responsáveis, podemos começar com humanos responsáveis.

 

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